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“MARS” e a força que todos nós carregamos em nosso interior.

Informações Gerais:
Título em inglês: MARS: But I Love You
Data de Estreia: 18 de junho de 2016
Duração: 98 minutos
Gênero: Escolar, Tragédia, Drama & Romance
Idioma: Japonês com legendas em inglês.
Onde assistir: Kiss Asian, Box Asian

Informações Técnicas:
Fonte: Baseado no mangá de mesmo nome, da autora Soryo Fuyumi
Diretor Geral: Yakumo Saiji
Produtores: Watabe Tomoaki, Sakashita Tetsuya, Morita Mio.
Diretor de Cinematografia: Hyakusoku Takahiro
Distribuidora: Showgate

MARS (Marte): “Esse é o Deus da Guerra. Lutando contra o destino do amor. Essa é a história de três pessoas”

Bem, depois de anos, finalmente vou fazer a resenha do filme de MARS. O filme é uma continuação do drama de mesmo nome, e esclareceu várias coisas nesta obra. A história se inicia com algumas lembranças, e a trama se alterna entre flashbacks dos personagens e o tempo presente.
Ainda se passa na escola, porém, desta vez, o cenário é mais diversificado, tanto com cenas ao ar livre e também na casa de Harumi. A amizade é um dos aspectos mais essenciais em MARS.
No que se trata das características de cada um, Kira (Iitoyo Marie) já está mais confiante e Harumi (Yamazaki Hirona) mostra seu lado meio, companheiro e compreensivo perante à amiga. Quanto à Rei (Fujigawa Taisuke), este demonstrará seus dois lados: a personalidade leviana e carinhosa, mas também agressivo.
Vamos aos fatos:

Uma das coisas mais importantes é que neste filme, o passado de Kira é melhor explicito, com explicação da própria garota sobre seu passado turbulento por conta da violência doméstica causada pelo padrasto.


A partir disso, aparecem tanto cenas intensas, repletas de drama e conflitos envolvendo Kirishima (Kubota Masataka), como também algo mais solene, marcado pela expressão compassiva de Rei e Harumi em relação à protagonista.
No que diz respeito ao relacionamento amoroso do casal principal, os sentimentos de ambas as partes se revelaram ainda mais, muito embora a trama toda seja mais envolta em Kira. Uma das cenas que mais gostei, foi quando os dois estavam na praia e ela menciona um castelo de areia. Nesse momento, refleti como tudo é passageiro, e que é possível começar de novo sempre, independente de nossas fragilidades e/ou do que nos cerca.  Até me deu inspiração para escrever um texto com esse título-tema. Quem quiser, pode ler aqui.

Agora, o ponto em que eu queria chegar: O tema central do drama é que Kirishima deseja ver “o admirável Rei”, que para ele, é a parte impulsiva do rapaz. Mas, aí cabe uma reflexão importante: Ser forte e corajoso não é apenas ter força bruta para confrontar com outra pessoa. Às vezes, a verdadeira força está na capacidade de suportar situações difíceis e dolorosas, confortando e apoiando aqueles que amamos, para que esta, sinta que tem um lugar ao qual retornar sempre que necessário: aquele ombro amigo que te acolhe tão fortemente, como se fosse te quebrar, mas que te traz a sensação de ternura ao estar por perto.
Nesse sentido, Kira e Rei são realmente fortes por terem superado seus obstáculos com destemor. Já Kirishima Makio se revela como um rapaz louco, do tipo “serial killer” e cruel em sua forma de agir.
No entanto, posteriormente descobre-se que Kirishima teve uma infância solitária e não muito feliz. Por isso, quando Rei o salvou pela primeira vez, ele começou a admirá-lo.
Porém essa admiração foi fruto de uma enorme obsessão pelo “lado agressivo” de Rei, a ponto de não estar disposto a reconhecer a parte gentil do amigo, e quer “trazer de volta” o Rei que ele ama. Em outras palavras, Kirishima é um rapaz amargurado e “gosta” de pessoas fortes porque ele mesmo é frágil em não ultrapassar o rancor que guarda dentro de si, desde o Ensino Fundamental. No fim das contas, a formação da personalidade do ser humano e como ele seguirá futuramente com dependerá de como cada um de nós lida com as surpresas que a vida reserva.
Uma das passagens que mais me marcou foi:


(...) “Foi muito difícil quando retratei o Kashino-kun, porque ele carrega consigo diversas cores. Foi muito ilusório e complicado. Eu me esforcei bastante para expressá-lo. Mas.... Seria extremamente fácil te retratar, Kirishima-kun. Eu só precisaria tingir tudo de preto. ” (Asou Kira para Kirishima Makio)

É triste pensar em como algumas pessoas interpretam as outras. Pare e pense: nosso caráter e nossa coragem não são formados só da brutalidade, é preciso ter sensibilidade no coração também. Ser sensível não significa necessariamente uma fragilidade, mas uma maneira de encontrar a valentia em outro lugar, e poder proteger a pessoa amada, é maior prova da nossa força interior.
Como bem disse nosso herói:

“Makio... Eu vou deixar apenas uma coisa bem clara: Agora mesmo, eu tenho algo a proteger, e alguém que não desejo perder. Isso não é fraqueza, é força”. (Kashino Rei)

Profundo, né? E essa a mensagem que quero transmitir a vocês, leitores. Todos temos nossas qualidades e nossos pontos fracos, contudo, isso nos torna únicos, especialmente quando encontramos em nossa pessoa amada, motivos para sermos cada vez mais fortes.

Enredo, elenco e personagens
O enredo foi bem construído, todavia, houveram seus prós e contras: O que eu mais gostei foi que a história trouxe diversos pontos de vista a partir dos pensamentos e emoções dos personagens, o que contribuiu para que eu compreendesse e me identificasse melhor com os mesmos.
O que eu não gostei foi que, alguns flasbacks cansam, especialmente se o espectador assistir seguido do drama, que pode soar repetitivo em algumas passagens, porém, ilustra bem os momentos deles e dá para relembrar e matar a saudade de algumas cenas, o que se torna uma vantagem
A interpretação dos personagens foi satisfatória. A Marie, que interpreta a Kira no filme, melhorou bastante a dramatização da personagem nas cenas de desespero (grito) e determinação, no entanto, as cenas de choro poderiam ser bem melhores, não senti intensidade nenhuma, a ponto de eu também chorar com ela nesses momentos (e quem me conhece sabe que eu sou extremamente sensível às cenas de drama e tragédia, é só perguntar a minha xará, porque com certeza ela dirá que é verdade!)
A Yamazaki Hirona deu vida à Harumi com muito êxito, gostei de ver a delicadeza da garota durante o filme, no entanto, em determinadas cenas, acho que faltou intensidade no olhar.
Kirishima foi um personagem que me cativou em partes, pois para mim, a atuação poderia ter mais emoção na fala, tanto nas cenas em que ele se mostra indiferente, quando nas que ele age como um verdadeiro psicopata. Para quem se assusta e fica com raiva com facilidade como eu, não comoveu tanto quanto deveria, muito embora eu sentisse dó da Kira nas cenas em que ela aparecia com Kirishima.
Para finalizar, nosso herói da história, Kashino Rei foi um personagem marcante para mim. A dramatização nos momentos em que se preocupava com a garota amada foi cativante. Só acho que deveria haver mais química entre o casal ao se entreolharem, fato que já comentei em uma outra resenha. Típico dos japoneses... (suspiro).
Todavia, em linhas gerais, cada um fez seu papel devidamente, tornando-se algo proveitoso de assistir. A conclusão à qual eu chego, é que este filme foi uma boa escolha, pude refletir sobre inúmeros assuntos, principalmente no que se refere ao caráter de cada um que nos rodeia. O passado machuca, mas um futuro ainda melhor nos espera. Um erro leva a um arrependimento, no entanto, a escolha certa é a chave para a felicidade.

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