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[Destino Asiático] Saiba tudo sobre a Cidade Proibida da China e a História que esconde

Hoje, estrearemos um novo assunto no blog. Na seção “Destino Asiático” abordaremos pontos turísticos de alguns países da Ásia, iniciando-se pela China, mais especificamente por Beijing. E neste dia, vocês conhecerão um dos lugres históricos mais marcantes ao redor do globo: A Cidade Proibida da China”. Aproveitem ao máximo e descubram tudo sobre essa maravilha!

A Cidade Proibida
“Cidade Proibida” é a denominação do complexo palaciano que há em Beijing, situado no coração de Pequim. Talvez seja o maior complexo imperial do mundo. Recebeu essa denominação porque naquela época, as pessoas não podiam adentrá-la sem permissões especiais, e somente os cortesões poderiam ter audiências com o Rei. Os únicos que tinham acesso ao lugar era a Família Imperial, as Rainhas e seus incontáveis eunucos.
O monarca possuía grande simbolismo, pois a “trindade” segundo as crenças chinesas era composta pelos Céus, pela Terra e o Homem, sendo que o Rei era considerado “filho dos Céus. ” Seja como for, a “Cidade Proibida” foi o símbolo e o centro de poder das dinastias Ming (1368-1644) e Qing. (1644-1911).
O local foi construído no século XV, a mando do Imperador Zhu Di (1360-1424), entre 1406 a 1420, o qual foi a residência de 24 Imperadores da China. Em 600 anos de história, a construção da Cidade mobilizou cerca de 1 milhão de trabalhadores para cortar árvores, extrair minérios, cobri-la com tijolos e transportar suprimentos, entre tantas outras atividades.
A estrutura com 720.000 metros quadrados de extensão e cerca de 980 prédios, nos quais destacam-se principalmente as cores amarelo e vermelho. Além disso, há também mais de 9000 salas, quartos e salões em seu interior.
Jin Hongkui, subdiretor do Museu do Palácio Imperial – como ficou conhecida a localidade nos dias atuais – defende que: “A combinação harmônica das construções do Palácio reflete as melhores características da arquitetura chinesa: o estilo majestoso, as construções perfeitas, e a boa coordenação das partes”
O “Meridian Gate” é localizado na porção sul e serve como uma entrada para a Cidade Proibida. Ele leva os visitantes a verem diversos jardins que terminam no Hall da Harmonia Suprema. Antigamente, os oficiais tinham que aguardar no exterior do Meridian Gate por volta das três da manhã para serem admitidos em seus afazeres. Ademais, o portão também servia propostas cerimoniais públicas.
O Palácio é dividido simetricamente em Norte e Sul, havendo também uma parte interior e outra, exterior. A chamada “Corte Interior”, era onde a família real tratava sobre assuntos rotineiros, no qual o monarca ficava com sua esposa e concubinas.
Na “Corte Exterior”, encontram-se 3 principais pavilhões que são:
1.    Salão da Harmonia Suprema (Taihe Dian): Também conhecida como “Sala do Trono de Ouro” era o mais elegante entre os três, e era onde se celebravam as grandes cerimônias.
2.    Salão da Harmonia Central (Zhonghe Dian): Era onde ensaiavam as cerimônias e descansavam antes de entrar para o Salão da Harmonia Suprema.
3.    Salão da Harmonia Conservadora (Baohe Dian): Era o salão de banquetes.
A respeito da arquitetura chinesa, o Professor da Universidade de Sidney, Jeffrey Riegel, em um documentário da BBC/History Channel (2008), afirmou que:
“Todo o contexto do Palácio é construído juntamente a um eixo central, o eixo do mundo. Tudo nas quatro direções é sustentado a partir de um ponto central representado por estes palácios. ”
Salão da Harmonia Suprema 
Salão da Harmonia Suprema

Salão da Harmonia Central 
Salão da Harmonia Conservadora 


História 
A seção “História” é uma tradução do conteúdo do “Live Science”, sobre alguns fatos que envolvem a Cidade Proibida da China. Créditos ao autor original.

Mudança de Dinastias.
Um dos mais importantes eventos que aconteceram na Cidade Proibida, aconteceu em 1644. Nesse ano, um exército rebelde atacou Beijing, forçando o último Imperador da Dinastia Ming (Zhu Youjian, o Imperador Chongzhen) a cometer suicídio.
Um exército proveniente da Manchúria, foi convocado pelos apoiadores remanescentes dos Ming para marchar até Beijing e expulsar os rebeldes. Eles obtiveram sucesso, porém o preço desse êxito foi a fundação de uma nova dinastia, comandada pelos manchus, dinastia conhecida como Qing. Seus governantes continuariam a reconstruir Beijing, e grande parte da Cidade Proibida devido à destruição causada pelo ataque dos rebeldes. Eles incorporaram costumes manchus ao cotidiano na Cidade, mas respeitando os costumes anteriores, dos Ming. A Dinastia Qing viria a ser a última dinastia da China, com a abdicação de Puyi, aos 5 anos.

Uma morada de descanso do Imperador
A Dinastia Qing atingiu o ápice de seu poder sob o comando de Hongli (o Imperador Qianlong), que reinou de 1736-1795. Em 1795, após governar durante 60 anos, ele oficialmente se retirou como um imperador, então, a duração de seu governo não superaria a de seu avô.
Feito isso, ele construiu um palácio de descanso chamado Ningshougong (Palácio da Tranquilidade e Longevidade), como escreve Nancy Berliner em um artigo publicado no livro "The Emperor’s Private Paradise: Treasures from the Forbidden City" (Peabody Essex Museum, 2010). “Ele incluiu um pavilhão com 27 jardins, com espaço para dois terrenos que “seriam referência para a natureza e harmonia interior, com localidade para uma lenta contemplação, escrita poética, meditação budista, e para deleita-se das artes visuais”, escreve Berliner.
Na prática, o Imperador Qianlong nunca foi capaz de aproveitar completamente desse palácio ou seu descanso, mantendo com poder não-oficial até a sua morte em 1799. Seu governo representou o ápice da Dinastia Qing, sendo, o século XIX, seu declínio.

As duas viúvas
No século XIX, as viúvas, mães dos imperadores, ganhariam grande influência. A viúva Cixi, que viveu entre 1835-1908, ganharia grande força quando seu filho de 5 anos, o Imperador Tongzhi ascendeu ao trono, em 1861. No começo, ela governou “por trás da cortina”, juntamente com a viúva Ci’na (que faleceu em 1881), dizendo a Tongzhi e seu sucessor o que fazer.
Esse período foi o declínio da Dinastia Qing, o que alguns autores tentam culpar as viúvas, em particular Cixi. O maior problema com o qual a Dinastia Qing teve que lidar foi com o relativo declínio do exército em relação às forças ocidentais.
Barme nota que após a derrota na Revolta dos Boxers, um exército estrangeiro ocupou Beijing saqueando a Cidade Proibida. O trono imperial não duraria muito mais tempo após a morte de Cixi em 1908. Em 1908, um levante forçou o Imperador de 5 anos, Puyi, a deixar a Cidade Proibida. Ele logo abdicou no ano seguinte, e a China nunca teve um Imperador novamente. O Museu do Palácio foi construído na Cidade Proibida em 1925. Hoje, esse museu tem cerca de 1,5 de artefatos sob seus cuidados.

A Cidade Proibida nas mãos de Mao
Mesmo sem imperadores, ainda restou muita história para ser construída na Cidade Proibida. Na Guerra Civil Chinesa, que desencadeou após a Segunda Guerra Mundial, os Nacionalistas levaram cerca de 600.000 tesouros, originalmente da Cidade Proibida para Taiwan, os quais agora fazem parte de um Museu em Taipei.
Quando os comunistas liderados por Mao tomaram o controle de Beijing, eles não sabiam o que fazer com a Cidade Proibida. Barme escreve em seu livro que o complexo palaciano, com a opulência que assegurava o imperador, parecem estranhas em relação ao modo de Mao pensar e de seus planos de demoli-la. Eles nunca colocaram isso em prática, no entanto, quando Richard Nixon fez sua primeira viagem à China em 1972, ele visitou a Cidade Proibida.


Curiosidades e Fatos sobre a Cidade Proibida da China
1.    A Cidade Proibida é conhecida como “Cidade Roxa Proibida” ou “Gugong” em chinês.
2.    Foi a morada de 24 imperadores, sendo 14 da Dinastia Ming e 10 da Dinastia Qing.
3.    A Cidade Proibida foi declarada pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1987, e também declarada como sendo a maior preservação mundial de estruturas de madeira do mundo antigo.
4.    É um dos maiores museus culturais do mundo.
5.    90% dos telhados foram pintados de amarelo. Amarelo é a cor oficial dos Imperadores Chineses.
6.    O local é um dos três palácios da China que há no mundo moderno, e o maior do mundo.
7.    A extensão territorial da Cidade Proibida é duas vezes a do Vaticano, e o triplo de Kremlin (ou Moscou).
8.    É a atração mais popular da China, sendo um dos lugares que os turistas devem ver ao visitar Beijing. Pela sua beleza e valor é apreciada tanto por nativos quanto estrangeiros, e recebe anualmente 14 milhões de visitantes

Fontes de pesquisa: 
Em inglês:

Em espanhol

6.    Embajada de la República Popular de China en Venezuela: La Ciudad Prohibida de Beijing

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