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Capítulo 2: "Não seja idiota, Adrian!"

Nota 1: A história é baseada no fim do Manhwa, então expressões como "aquele dia no dormitório" referem-se a fatos ocorridos no manhwa original 
Nota 2: "Hyung" é maneira que os garotos coreanos chamam os rapazes mais velhos. Apesar de a história se passar na Inglaterra, vou colocar algumas expressões de tratamento em coreano, uma vez que a autora é coreana e algumas formas de tratamento como esta, estavam presentes no manhwa original 
POV Adrian Avery
Naquele dia de chuva, aquele silêncio mortal foi quebrado quando um de meus empregados bateram à porta do meu quarto
Senhor Adrian, posso entrar? Perguntou-me, já com a porta entreaberta
Pode sim, mas seja breve
Claro, senhor
Então ele adentrou o local e fez uma reverência respeitosa a mim
Então, do que se trata, Kurt?
É uma carta de Gregory Thomas, Senhor Adrian. Acabou de chegar com as demais correspondências
Certo. Obrigado, Kurt. Agora, pode se retirar Eu ordenei a ele
Ele fez o que pedi e logo se retirou, com mais uma reverência. Eu não queria demonstrar emoção alguma, muito menos frente ao empregado, entretanto estava bem surpreso com a notícia, já que não esperava receber uma carta de Greg, especialmente em um momento daqueles, quando pensei que nada mais de extraordinário me aconteceria naquele dia.
Não perdi tempo e comecei a ler a tal carta que Greg havia me enviado
“1° de setembro de 1870,
  Caro Adrian,
Se te escrevo agora é para agradecer a ti e à família Avery por ter me acolhido esse tempo todo. Eu não teria um lugar para ficar, um local para chamar de “Lar” se não fosse pela generosidade do Sr. Avery em me receber.
Não tenho nenhum segredo a respeito da minha origem nem da minha família, como você deve saber. Mas se eu tive uma pelos últimos 10 anos no mínimo, ela se chama “Avery”. Quero que saiba que foi uma honra ter convivido com vocês neste período, pelo qual eu estarei eternamente grato. Sinto que esta será uma dívida que nunca poderei pagar apropriadamente à tua família, mas ao menos, aqui estão as minhas sinceras palavras de gratidão, e espero que as aceite de coração
Sei que fui imprudente ao sair assim de repente e sem avisar, e por isso, escrevo-te também para pedir desculpas formalmente neste momento...”
Foi imprudente mesmo da parte dele comentei, dizendo a mim mesmo, ao ler aquela parte da carta endereçada a mim. Logo, continuei a lê-la
“.... Mas lembre-se que eu sempre serei o seu hyung, e espero que quando nos encontramos novamente algum dia, você possa me encarar como um.
Como seu hyung tomei a liberdade de dizer-lhes duas últimas coisas que, apesar de serem extremamente pessoais, gostaria de falar-lhe a respeito. A primeira delas é em relação ao teu pai. Sei que é um assunto delicado e que você pouco gosta de discutir, meu caro. Mas quando você se sentir pressionado ou desconfortável por conta dele, lembre-se claramente daquilo que te disse certo dia, no dormitório: Ele apenas está te amando à sua própria maneira. ”
Por mais que eu não me simpatizasse 100% com meu pai, não podia discutir com Greg naquele quesito, mesmo ele não estando mais aqui, porque devo admitir que Greg conhece meu pai melhor que eu
“...A segunda coisa da qual quero falar-lhe através desta mera carta é em relação ao amor. Calma, Adrian, não se enfureça ainda, por favor. Eu sei muito bem que eu não tenho nada a ver com a sua vida amorosa, mas se me permite dar-lhe um último conselho como amigo, quero dizer-lhe algo de homem para homem:
Não seja idiota a ponto de deixar o amor partir. Às vezes, por mais estranho e patético que seja (você provavelmente deve pensar assim, se eu bem te conheço), a melhor das opções é se deixar levar pelas emoções. Ser “irracional” nem sempre é sinal de fraqueza, mas é sinal de que você tem sentimentos guardados em seu coração, e de que você é humano. Porque a felicidade não é atingida apenas com uma única coisa, caro Adrian, mas com um conjunto de conquistas ao longo de sua vida, e uma delas – atrevo-me a dizer que seja a principal dentre todas – é ter uma companheira ao teu lado, porque só assim nos sentimos completos, acredite. Do contrário, você sentirá falta de algo que não saberá o que é até que se entregue ao coração.
Há quem diga que apenas os tolos amam, mas também há quem acredite nas palavras do Mestre Shakespeare: “O amor é a única sabedoria de um tolo, e a única loucura de um sábio”. – Trabalhar em uma biblioteca por meio período tem suas vantagens, afinal –
Claro, a vida é sua e a escolha também. Você pode aceitar seguir meus conselhos ou não, isto fica totalmente a teu critério, ao que julgar mais conveniente a ti mesmo. Mas, meu caro, se eu fosse você não perderia a chance de amar alguém. Se você tem – ou se tiver – uma chance com Elizabeth March, não a desperdice. Pelo contrário, a abrace fortemente, porque não é sempre que estas oportunidades conspiram ao nosso favor. Além do que, se eu bem me lembro “aquela tonta da Beth”, - como você costumava referir-se a ela -, é bem cobiçada por outros rapazes se não me falha a memória. Mas você não permitiria que outro homem a tirasse de ti, certo? Ou iria?
Se bem te conheço, agora mesmo você estaria com a língua afiada a me dizer coisas do tipo: “não diga essas idiotices, Greg! Cale-se! ” Contudo, entendo o teu ponto de vista, acredite. Você é o herdeiro da prestigiada família Avery e tem que cumprir teu papel como tal. Exatamente por isso que você tem aquela “promessa de casamento” com a Senhorita Leonora, certo? Ok, estou dizendo coisas óbvias a ti, das quais você está ciente melhor que eu, obviamente. Mas não estou a lhe dizer isto para chateá-lo, mas sim como um pretexto para dizer que confio em ti, Adrian, e que eu honestamente acho que deveria repensar sobre sua vida pessoal daqui para frente. Você nunca foi de aceitar muito bem as imposições do seu pai, e muitas vezes sentia que desejava decidir as coisas por si mesmo. E aqui está a tua grande chance, Adrian, porque se há uma coisa que só nós podemos decidir por nós mesmos, esta se refere ao nosso sentimento, porque no fim das contas o amor é um jogo no qual é difícil saber onde chegará, quem ganhará ou perderá, mas é um jogo no qual você é quem dita as suas próprias regras. Você pode controlar quem deve permanecer em seu coração ou não. Isso é uma escolha sua, e apenas sua. Se você realmente sente algo especial pela Senhorita Leonora, então fique com ela. Entretanto, se perceber que está destinado a Elizabeth March, não hesite em aproximar-se dela e amá-la como se deve. Aposto que, assim como Beth, você também deve estar confuso com seus sentimentos, mas se você a ama verdadeiramente, conquiste-a, faça-a feliz e seja feliz com Beth.
Estou lhe dizendo isso como seu conselheiro, amigo, e como um irmão mais velho, então, caro Adrian, pense bem no que estou lhe dizendo. Mas pense bem mesmo, a ponto de chegar a atingir as profundezas de seu íntimo. Só assim descobrirá a resposta
Então, se você resolver seguir os meus conselhos, e se perceber que realmente deseja ter Elizabeth March ao teu lado para todo o sempre, não seja idiota e não a deixe partir, mas permita-se entregar-se pelo menos uma vez em tua vida, à única loucura de um sábio: O amor
Cordialmente,
Seu hyung,
Gregory Thomas”
 PS: Mudando totalmente de assunto, se você por acaso se encontrar com a Diretora da Academia, diga-lhe que me arrependo profundamente pelos meus atos errôneos e que sou grato pela oportunidade que ela me concedeu. Mas se em algum momento fiz algo audacioso – que sei que fiz –, quero que ela saiba que foi tudo para proteger uma única pessoa: Margareth March. Ou simplesmente, Meg. Se puder fazer esse último favor a mim, desde já lhe agradeço. Este é meu último pedido a você, Adrian. Por ora, eu me despeço, está na minha hora, e Meg já deve estar a me esperar 
Depois daquilo, eu fiquei simplesmente fiquei paralisado. Eu não sabia que Greg me conhecia tão bem assim. Por exemplo, desde quando ele sabe que eu tenho sentimento por “aquela tonta da Beth”? Simplesmente não sei como ele descobriu. Acho que amar alguém nos deixa idiota mesmo, devia estar muito evidente para ele “adivinhar” tão rapidamente sobre esse assunto. Ou deve ser porque ele é meu hyung mesmo, uma vez que convivemos por bastante tempo juntos, apesar de nunca o ter chamado daquela maneira
Vou esclarecer tudo à diretora da escola como ele mesmo pediu, porque além de tudo, acho que a presença dele como bibliotecário da academia fazia bastante diferença e até onde eu sei, ainda não encontraram um funcionário tão bom quanto Greg.
Ao terminar de ler a carta, ao coloca-la de volta no envelope em que estava, percebi que a carta havia sido endereçada de um lugar que nunca havia ouvido falar e estranhamente estava curioso para saber onde ficava o local, apesar da chuva e do fato de que nunca havia sido apegado a ninguém, ou quase isso
—Para onde está indo, Senhor Adrian? —Kurt me interrogou logo que me viu
Não lhe devia satisfações nenhuma, já que ele era apenas um empregado, mas decidi respondê-lo cordialmente, uma vez que ele foi fiel a mim mais cedo
—Vou à procura de Greg Thomas, Kurt. Cerifique-se de deixar a casa na mais perfeita ordem, entendido?
Ele me fitou um pouco surpreso, mas apenas disse:
—Com certeza, Senhor
Assim que gosto respondi, sem emoção alguma
Quer uma carruagem, Senhor?
Não, Kurt. Não quero chamar a atenção. Vou a cavalo
Como quiser, Senhor ele respondeu com uma reverência e eu me retirei instantes depois para seguir em frente.
Logo peguei meu cavalo e segui viagem. Qual não foi a minha surpresa quando horas depois de andar a cavalo vi o vulto de uma menina de estatura média e que não me era estranha. Pelo contrário, ela me era extremamente familiar, de modo que me aproximei um pouco mais dela para ver de quem se tratava
E logo percebi que a figura um pouco mais à minha frente era realmente familiar: Era Elizabeth March, aquela estúpida que, de alguma maneira havia conquistado um espaço enorme em meu coração.
Mas é segredo, ok? ~ Típico de mim, Adrian Avery, não demonstrar o que sinto, porque um dia, irei fazê-lo a minha própria maneira. Enquanto isso, Elizabeth March terá que me esperar

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