segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

[Resenha] Sensei, Suki - Aikawa Hiro

Informações Gerais:
Título: Sensei, Suki
Autora: Aikawa Hiro
Ano: 2011
Gênero: Shoujo, Romance, Comédia & Escolar
Tipo: Mangá/One Shot
Sentido de Leitura: Da direita para a esquerda

"Sensei, Suki" é uma antologia/coletânea de one-shots escrita e ilustrada por Aikawa Hiro, e cada uma das histórias trata-se da paixão entre um professor(a) e um aluno (a)

A primeira história é a respeito de Tsukishima Ruka uma menina que é péssima em matemática e que por isso precisa frequentar aulas extras em plenas férias, mas o problema é que... seu professor é um homem demoníaco (e que lhe passa inúmeras tarefas!)

A segunda história é sobre Kannon, uma menina tímida e reservada, mas qure por alguma razão especial seu professor sempre a escolhe como sua "assistente" para auxiliá-lo na limpeza do laboratório de ciências

A terceira história de amor é sobre Kokona, uma garota que sempre admirou o amável e gentil Hiragi-sensei, responsável pela enfermaria da escola, mas com o tempo ela descobre sua real personalidade, uma pessoa atrevida ao ponto de fazer algo de pecaminoso com uma garota inocente...

A quarta e última história é sobre a Saki-Sensei e Kanada-kun, seu aluno do primeiro ano do ensino médio. Achei interessante essa última pois, diferentemente das demais, essa one-shot trata-se da paixão de um garoto por sua professora. Acontece que "Saki-chan" - como Kanada-kun a chama, carinhosamente - é uma mulher ambiciosa e que deseja ter como parceiro um homem maduro e com um bom emprego (como um advogado, por exemplo). Mas será que será que o amor não está mais perto do que Saki-chan imagina? 💘

domingo, 5 de fevereiro de 2017

[Resenha] 1/2 Love - Kayoru

Informações Gerais: 
Título: One Half Love
Títulos Alternativos: 1/2 Love ou Flower of Love
Autora & Artista: Kayoru
Ano: 2010
Tipo: Mangá
Gênero: Romance, Shoujo, Idol, Comédia & Drama
Sentido de leitura: Da direita para a esquerda

E o assunto desta noite não é ninguém menos que a minha diva Kayoru, sempre me cativando com suas histórias lindamente fofas e com personagens tão cativantes que dá vontade de entrar na história e levá-los para casa!

Esse mangá é sobre Akari, uma garota que sempre foi fã de uma dupla chamada Flower. Eles estavam à procura do novo membro, que não compareceu na data marcada. Por conta da situação, a protagonista canta e todos a adoram, até que após receber uma proposta, ela aceita se tornar a nova membro do Flower, mas ela terá uma grande surpresa ao descobrir a verdadeira identidade das integrantes "Yuu" e "Kaoru", as quais ela acreditava ser meninas, mas na verdade eram... Garotos?!

Achei bem interessante essa temática, porque na maioria dos doramas ou animes é a menina que se veste de homem, e aqui foi exatamente o contrário: rapazes (lindos) que se apresentavam como garotas. Essa foi uma história bem fofa e extramente leve, pois não houveram conflitos e nem um triângulo amoroso intenso como em outros mangás, apesar de ambos simpatizarem com a doce Akari-chan

O que mais me conquistou na personagem foi a sua personalidade. Como de costume nas obras da Kayoru a protagonista sempre é muito decidida e essa "força" e a "determinação", além de seu espírito cheio de energia e alegria foram características que realmente me encantaram, e que me fizeram identificar com ela em determinadas cenas. Me apaixonei muito e posso dizer que o final foi surpreendente! Leiam, vão amar!

Extras 
Esse mangá tem um pequeno extra, no qual Akari finalmente revela seus sentimentos...

Além disso há uma one-shot como um extra, chamado "Koisuru Vampire", é uma one-shot bem curtinha sobre uma garota que tem um segredo: ela é uma vampira. Mas depois ela percebe que o sangue de alguém especial é realmente doce e delicioso...
*Não tem nenhuma relação com o filme "Koisuru Vampire"/"Vampire in Love"

[Resenha] Boku Kara Kimi ga Kienai #4 - Aikawa Saki

Informações Gerais: 
Título: Boku kara kimi wa Kienai
Título Alternativo: You can't disappear from me
Autora: Aikawa Saki
Ano: 2008
Volume: 4
Capítulos: 7 capítulos: (17 a 23)
Tipo: Mangá
Gênero: Shoujo, Romance, Drama & Escolar

Sabia que nesse volume teríamos muitas emoções, como de fato tivemos. E posso dizer que a autora fechou a série com chave de ouro, pois não consegui parar de ler e quando dei por mim, eu já estava no capítulo final, querendo que a história não se acabasse. Foi perfeito, pois nesse último volume tivemos tudo na dose certa, comédia, romance e um pouquinho de drama, o que fez com que eu quisesse ainda mais descobrir o que aconteceria a seguir

As cenas dos protagonistas juntos foram muito fofas e adorei demais estes momentos. Também me identifiquei bastante com os pensamentos e sentimentos da protagonista e se tenho algo em comum com a personagem isso se chama "determinação"

O drama foi o fato de que ela precisaria se mudar, então, Hotaru fica triste e deseja e o que o tempo pare ali mesmo, naqueles momentos com Kyosuke. Deu uma dorzinha no coração ver essas cenas... Sem contar que é possível ver o lado mais sensível e cavalheiro do Kyosuke. Felizmente, tudo acaba bem quando termina bem

Garanto que vocês leitores vão adorar a série, então leiam porque vale muito a pena!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

[Resenha] Boku Kara Kimi ga Kienai #3 - Aikawa Saki

Informações Gerais: 
Título: Boku kara kimi wa Kienai
Título Alternativo: You can't disappear from me
Autora: Aikawa Saki
Ano: 2008
Volume: 3
Capítulos: 6 capítulos: (11 ao 17) + 1 extra (17.5)
Tipo: Mangá
Gênero: Shoujo, Romance, Drama & Escolar

Neste volume, descobre o incidente com Kyosuke, e é aqui que tudo se resolve. Yukako e Hotaru voltam a ser amigas e a protagonista finalmente diz o que sente a Kyosuke. Além de tudo um grande segredo é revelado a Hotaru: Quem a salvou no trem há exatos dois anos, não foi Haruna-sensei, e sim Kyosuke. Sendo assim, é dele que Hotaru sempre amou desde aquela época 

A partir de então, tem muitas cenas fofas e de amor entre o casal principal, porém tudo se complica quando a ex-namorada de Kyosuke reaparece. No fundo, eu sabia que algo aconteceria, pois após analisar o rumo que a história estava tomando, eu percebi que a coisas não seriam fáceis para Hotaru (porque sempre acontecia alguma coisa inesperada) e a chegada da ex de Kyosuke apenas confirmou isso 

A minha relação com essa personagem no entanto é extremamente ambígua: Pelo fato da ex ser uma garota muito insistente, isso me irritou bastante, pois chateava a protagonista, e me dava um aperto no coração 💔 Mas de outra eu tinha pena da garota, porque apesar de ela ser a ex de Kyosuke, a menina estava sendo perseguida por caras bem violentos, o que de certa forma explica o fato de ela querer ser protegida por alguém. 

Assim, pode-se dizer que além de romance teve bastante drama neste volume, especialmente por causa da volta da ex, porque isso gerava constantes desentendimentos entre os personagens, não apenas entre o casal, mas também entre os dois irmãos

Esse volume foi cheio de emoções e espero que no próximo tenha ainda mais! 

[Resenha] Boku kara kimi ga Kienai #2 - Aikawa Saki

Informações Gerais: 
Título: Boku kara kimi wa Kienai
Título Alternativo: You can't disappear from me
Autora: Aikawa Saki
Ano: 2008
Volume: 2
Capítulos: 6 capítulos: (06 ao 11)
Tipo: Mangá
Gênero: Shoujo, Romance, Drama & Escolar

Neste volume, Hotaru ainda fica indecisa a respeito de seu sentimento, especialmente depois de sua melhor amiga começar a observar Kyosuke. Ela então fica sem saber o que fazer, pois não quer magoar nem a amiga e nem o rapaz.

E, apesar de ela não conseguir ignorar seus sentimentos, ela tenta se convencer de que gosta realmente de seu professor, para que sua amiga tenha uma chance com Kyosuke

Por conta disso, neste volume há mutos conflitos entre Hotaru & Kyosuke, que fica chateado ao saber dos sentimentos de Hotaru em relação ao seu irmão mais velho, o 100% correto Haruna Kakeru-sensei. Sem contar os desentendimentos entre a protagonista e sua melhor amiga Suzuki Yukako

As coisas pioram ainda mais quando algo grave acontece com Kyosuke em uma trilha na mata...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

[Resenha] Boku Kara Kimi ga Kienai #1- Aikawa Saki

Informações Gerais: 
Título: Boku kara kimi wa Kienai
Título Alternativo: You can't disappear from me
Autora: Aikawa Saki
Ano: 2008
Volume: 1
Capítulos: 5 capítulos + 1 extra (5.5)
Tipo: Mangá
Gênero: Shoujo, Romance, Drama & Escolar

Confesso que quando vi este mangá achei que era apenas mais uma "paixão por um professo de Ensino Médio", mas me enganei completamente, porque a trama não é tão simples assim. Este mangá possui um triângulo amoroso bem construído - que eu particularmente amei, por se tratar de dois irmãos -, um enredo cativantes e personagens que te fisgam sem nem perceber, porque aliás já me apaixonei pelo protagonista! (No coração de uma leitora sempre cabe mais um! hehehe)

Me apeguei tanto em tão pouco tempo à esta história que, confesso que em determinados momentos eu bem que gostaria de estar no lugar da protagonista, para ficar perto daquele rapaz lindo! E, falando nela...

....Hotaru sempre sempre foi apaixonada por seu professor, Haruna-sensei. Em pleno primeiro ano do ensino médio ela resolve se confessar ao seu querido professor. Entretanto, no primeiro dia de aula ela esbarra com um garoto muito parecido com seu sensei. Logo, a inocente garota descobre que se trata de Haruna Kyosuke, irmã mais novo do professor

A princípio, Hotaru acha que ele é um grosso, e para completar Kyosuke estuda na mesma sala que ela (e bem do seu lado!). Ela não sabe como agir já que aquele grosso está bem perto dela, o que gera cenas hilárias nos quadrinhos.

Por causa do dia a dia, ela percebe que Kyosuke-kun é uma pessoa incrível (literalmente), bom em tudo, tanto nos estudos quanto nos esportes. Aos poucos ela vai descobrindo a real personalidade de Kyosuke: um rapaz gentil e atencioso, que encantou o coração da jovem Hotaru, a qual começa a ter sentimentos por seu colega de classe, mas fica dividida entre gostar de seu professor (por quem foi apaixonada durante dois anos) ou por Kyosuke-kun, que passou a acompanhá-la para diversas coisas, como por exemplo, na hora do almoço

Dividida entre os sentimentos destinados a estes dois irmãos, ela tem como missão descobrir a quem realmente pertence seu coração. Mas tudo fica mais complicado quando sua amiga começa a notar Kyosuke-kun? E agora, qual será a decisão que a nossa mocinha tomará? Ansiosa para desvendar as emoções do próximo volume!

Capítulo 3: "Elizabeth March, você é estupidamente honesta"

Nota: "Sunbae" é maneira que os coreanos chamam alguém com mais experiência que eles, semelhante a "veterano". Apesar de a história se passar na Inglaterra, vou colocar algumas expressões de tratamento em coreano, uma vez que a autora é coreana e algumas formas de tratamento como esta, estavam presentes no manhwa original 
POV Adrian Avery 
Quando eu a vi, já de noite, a primeira coisa que pensei no momento foi: “O que raios ela está fazendo aqui? ” Aproximei-me ainda mais para ver seu estado. Ela parecia exausta e cansada e não entendia por que motivos ela teria para estar ali, parada na calçada, em uma noite chuvosa como aquela
—Beth? —Eu a chamei, logo atrás dela, que se assustou, dando um sobressalto
—O que você está fazendo aqui? —Ela me questiona sem perder tempo, e eu a rebato, como quem não quer nada:
—Eu é que pergunto isso, garota! Que diabos você está fazendo aqui, parada no meio da chuva? —Ela de alguma forma mexia comigo, e apesar da grosseria, eu estava preocupado com ela.
—Se eu te disser você não vai acreditar mesmo. —Ela falava, dando de ombros, como se não fosse nada de importante
—Beth, diga logo o que se passa!
—Eu estou à procura de Meg. Ela.... Nos deixou
Fiquei pensativo, sem dizer nada, e ela continuou:
—Quero abraçá-la uma última vez, Adrian, custe o que custar —ela estava determinada, batendo os pés nas poças d’água que se formavam por conta da chuva
Eu estava impressionado com ela. Ela queria ver a irmã uma última vez e se despedir dela, ainda que Margareth March já tivesse partido. Mesmo assim, não consegui dizer nada mais gentil a ela, então as únicas palavras que saíram foram:
—Você é estúpida, garota?! Você nem mesmo sabe onde ela está!
—Não começa! Você está parecendo a minha irmã falando assim!
—E você não escutou, certo? —Eu a provoquei
—Tirou a noite para me provocar, Senhor Avery? —A Beth quase nunca me chamava pelo sobrenome. Sinal de que ela já estava ficando irritada
—Imagina, senhorita —eu lhe respondi com uma pontinha de sarcasmo, sem nada melhor para responder àquilo, e ela pareceu não se convencer muito daquilo.
Com uma pausa, eu lhe interroguei, desta vez, sinceramente:
—Por acaso sua irmã te deixou uma carta?
Ela pareceu estar enormemente surpresa com a minha pergunta, porque arregalou os olhos e devolveu-me com outro questionamento:
—Como você sabe disso?
—Eu não sabia de nada, Beth, acredite. Apenas perguntei por curiosidade
—Está dizendo a verdade? —Ela perguntou, analisando de cima a baixo, um pouco desconfiada, arqueando as sobrancelhas.
—Sim, é verdade. E se quer saber eu também recebi uma carta
—Uma carta de quem? —Seu tom de voz continha um misto de surpresa e curiosidade
—Gregory Thomas —respondi, imediatamente, e ela colocou a mão na boca de tão espantada que estava com aquela informação
—Mas isso...— Ela começou, e eu já até sabia o que ela iria comentar
—É muita coincidência —comentamos ao mesmo tempo
Aproximei-me dela e fiz carinho em suas maçãs do rosto. Por alguma razão eu estava com vontade de acariciá-la e os conselhos de Greg sobre não a deixar partir ainda continuavam em minha mente. Raios! Por que Greg tinha que ser tão melhor com as mulheres do que eu?
—Sim, é muita coincidência, Beth! —Eu lhe disse, dessa vez um pouco mais gentilmente —É estranho nós dois recebermos cartas no mesmo dia!
—Espere um pouco, Adrian! Se você também recebeu uma carta, então você por acaso sabe onde Greg-sunbae e Meg estão? Ou ele também não deixou endereço nenhum no envelope?
—Tem um endereço, mas eu nunca ouvi falar do tal lugar
—Não importa! Adrian, você precisa me levar até Meg! Eu PRECISO vê-la! —Beth suplicava-me, insistente.
—Não, agora não. Você não está bem! Nem tem mais forças de tão cansada que está! —A minha voz soava mais tranquila, de maneira a convencê-la e acalmá-la devido àquela situação. Todavia, de nada adiantou, porque ela continuou a insistir-me:
—Mas você pode me levar até lá! Está a cavalo, certo? —Ela tentou me convencer, fazendo-me uma pergunta retórica, e eu apenas a fitava para ver até onde ia aquela teimosia toda. Contudo, não resisti à tentação de dizer-lhe:
—Garota tola! —Eu a xinguei —Mesmo que eu te leve até o local, com que expressão vai recebê-la? Com essa expressão de cansada mesmo? Só a preocuparia ainda mais, porque como você sabe melhor do que eu, a Senhorita Meg sempre foi extremamente sensível. E quando o assunto era você...
—Ela sempre me protegeu
—Exatamente por isso que você não deve preocupá-la
—Mas eu já estou melhor! —Ela alegava, e claro que eu não me convencia de nada daquilo, porque ela ainda estava visivelmente cansada —E, afinal, eu apenas quero abraçá-la. Que mal tem isso? Só estou te pedindo uma carona! —Ela explodiu —Sem contar que eu nunca te pedi nada, Senhor Avery! —Ela me chamou de novo pelo sobrenome, sinal que ela já estava altamente irritada
—E que mal tem em você parar de ser teimosa, Senhorita March? Que eu saiba a saúde e o bem-estar de alguém é bem mais importante do que ficar se arriscando por aí!
—Desde quando você se importa comigo, posso saber? E a minha irmã é mais importante do que eu, entendeu?!
—Cale-se, eu não penso da mesma forma que você, senhorita. E controle-se, estamos em uma estrada. Quer que o resto da cidade te escute também?
—Pouco me importa a tua maneira de pensar. Apenas sei que seguirei em frente—ela afirmou, batendo os pés, insistente, já se virando para continuar seu caminho
—Seguir em frente? Nesse estado? —Eu a interroguei com perguntas retóricas e intencionais, as quais ela nem se deu o trabalho de responder, e continuou a dar seus passos, ignorando-me completamente. Mas eu não permiti que ela prosseguisse, tampouco me daria por vencido.
Foi então que peguei em seus braços com força, a ponto de ela reclamar:
— Ficou louco? O que você pensa que está fazendo, puxando-me desta maneira?
—Onde a Senhorita pensa que vai? —Inquiri, com um sorriso torto, e então a peguei e a montei no cavalo —A Senhorita vai passear comigo —falava, ainda sorrindo maliciosamente
—O quê?!
—Apenas cale-se, mocinha. —Eu tapei sua boca, delicadamente —Você logo verá onde nosso passeio te levará
Eu com certeza a levaria à minha casa, pois era o mais sensato a se fazer em um momento como aquele, goste ela ou não. A viagem demorou horas e horas, até que em certo momento, a senhorita atrás de mim comenta:
—Eu conheço esta estrada
—Todo mundo conhece esta estrada, Beth —Respondi-lhe como quem não quer nada, para não deixar muito evidente o meu plano de escoltá-la à minha residência.
—É, todo mundo...—Ela claramente não havia se convencido das minhas palavras, mas pelo menos ela se aquietou um pouco. Mais duas horas de estrada e finalmente havíamos chegado na mansão
—Chegamos, senhorita!
—Mas aqui é a tua mansão! —Ela exclamou, ao chegarmos frente ao local
—Exatamente, senhorita! É este o local em que passará a noite
—Não estou acreditando! —Ela exclamou, enérgica
—Pode acreditar, você não está sonhando
—Quer parar com isso? Por que me provoca tanto? —Ela ainda estava brava e de braços cruzados, mas eu não me importei, pois ela chamava ainda mais a minha atenção quando se irritava, e dava ainda mais vontade de mirá-la nestes momentos. Não querendo revelar nada a ela e não importando nem um pouco com a braveza momentânea dela, - eu sabia que isso era apenas passageiro -, eu apenas lhe disse, natural e casualmente:
—Ah! Eu gosto de te provocar, Senhorita
—Estou percebendo, e estou começando a não gostar disto —Ela comentou e eu dei de ombros
—Mas voltando ao assunto principal, Senhor Avery —Ela começou e eu até já sabia até onde aquela conversa chegaria —Não era para estar aqui, e eu nem queria estar aqui! Eu queria ver a Meg!
Sabia que ela ia dizer essa mesma coisa pela milésima vez, mas eu já tinha a resposta na ponta da língua, e estava certo de que desta vez ela cederia às minhas palavras
—Amanhã te levo para vê-la. Por ora, descanse aqui
—Já que discutir contigo não resolverá nada...—ela comentou, assentindo, derrotada pela primeira vez
—Ainda bem que me entendeu. Agora, vamos entrar —eu disse, guiando-lhe à entrada da mansão e ela me acompanhou. Quando adentramos, Kurt já estava a postos para nos receber
—Seja muito bem-vindo de volta, Senhor Adrian—ele se pronunciou com uma reverência.
—Agradeço a recepção, Kurt.
—Não há de que, Senhor! Se me permite a pergunta.... De quem se trata esta graciosa dama ao teu lado, Senhor?
—Trata-se da Senhorita Elizabeth March, da prestigiada família March. Esta jovem passará a noite aqui, portanto ela ficará no quarto de hóspedes esta noite.Comunique à família dela que ela ficará aqui e diga para não se preocuparem
— Está na mais perfeita ordem. E claro, lhes comunicarei prontamente —ele garantiu a mim
—Assim que gosto
—Há apenas uma coisa restante para tratar-lhe, Senhor Adrian
—E a respeito de que ou de quem seria, Kurt?
—A respeito da honorável Senhorita Leonora. Ela esteve aqui na propriedade há algumas horas atrás, procurando pelo senhor e comunicou-me que havia alguns assuntos para tratar apenas com a tua pessoa. Parecia ser de extrema importância a julgar pela expressão da senhorita Leonora, que espera prontamente teu retorno, Senhor
—Compreendo. Entretanto, seja o que for, vou adiá-lo, visto que amanhã terei um compromisso marcado. Diga-lhe que estarei disponível para falar-lhe somente daqui a dois dias
—Como desejar, Senhor —E se retirou dali, após despedir-se com uma última reverência. Quanto a Elizabeth March, ela me fitava intensamente, provavelmente por conta do que ouviu a respeito da “pendência” com Leonora, mas nada comentou sobre o assunto. Eu a escoltei até o quarto de hóspedes, onde ficaria por algumas horas. Mal chegamos ao local, e aquela tonta começou a discutir outra vez (acho que certas coisas nunca mudarão, afinal)
—Como pretende me levar amanhã?
—Da mesma forma que hoje—respondi-lhe ironicamente
—Você entendeu a pergunta, Adrian, não tire a minha paciência
—Já se esqueceu que eu sou? Sou o herdeiro da honorável Família Avery. Ninguém ousa me contrariar, afinal sou Adrian Avery
—Quase ninguém, você quer dizer. Porque eu contrario-te sim!
—Ah, é! Quase me esqueci de você, senhorita —a provoquei, sarcástico, fingindo ter esquecido dela
—Eu te odeio sabia, seu arrogante?!
—Só porque você me insultou você terá uma penalidade enorme, Elizabeth March—e então eu segurei em sua cintura fortemente e a beijei, de uma maneira igualmente forte e enérgica. Era extremamente tentador eu ter que resistir beijá-la e apenas mirá-la de longe, e com ela ali à minha frente, percebi que naquele instante eu queria ficar com ela
Após soltá-la, ela abriu a boca para dizer-me alguma coisa, mas não conseguiu fazê-lo, por conta do choque daquele momento. Eu por outro lado, disse-lhe casualmente, como uma última provocação (até o momento) daquela noite:
—Eu também te odeio, Beth. Durma bem e sonhe comigo, tudo bem?
—Ah! Deixe de ser idiota, Adrian! —Foram as suas últimas palavras daquela noite, mas àquela altura eu já estava um pouco longe dali...

Naquela noite tentei dormir, mas não foi possível, fiquei apenas pensando na Beth. Não entendia o porquê de estar com ela rondando a minha mente até altas horas da noite, e, contudo, era apenas nela que conseguia pensar. Estava tão inquieto que resolvi sair do meu quarto e ir direto para a sala, ler um livro, mas de nada adiantou, porque continuei inquieto, rodando em círculos pela sala, de um lado para o outro, com a imagem daquela garota invadindo a minha mente por completo, sendo que eu nem mesmo sabia o motivo daquilo. Por que tantos pensamentos direcionados a ela? Por que eu estava lembrando do momento em que a coloquei para montar no cavalo? Por que aquela cena daquele beijo ardente que havia lhe dado há uma hora atrás ainda continuava em minha cabeça, e não queria sair de maneira alguma? Por que eu desejava tanto tê-la por perto? Por que eu desejava tanto sentir seu corpo contra o meu? Por que, raios?! Por que?!
Percebendo que aquilo não me levaria a nada, e que não chegaria à conclusão alguma, sem contar o fato de que o sono já havia desaparecido há bastante tempo, decidi que a veria uma última vez naquela noite. Sorrateiramente, levemente, e sem fazer barulho algum, abri a porta com cuidado e leveza para não a acordar. Aproximei-me dela, que dormia como um anjo, e senti sua pele branca e macia uma vez mais. Acariciei-lhe as suas macias maçãs do rosto, com a palma da minha mão carinhosamente, e em seguida, seus cabelos, cujos fios negros como o anoitecer eram tão macios quanto seu rosto. Por fim, a beijei discretamente, porém com tenacidade, em sua pequena testa, e lhe disse, sussurrando:
—Elizabeth March, você é estupidamente honesta. Durma bem, tenha uma boa noite de sono

Independentemente do fato que nós somente discutíamos, e de que ela me disse que me detestava, naquele momento era o que eu desejava àquele anjo: uma boa noite de sono. Mas algo bem, bem lá no fundo me dizia que eu desejava muito mais a ela. Ela era muito preciosa para mim.