“País das Maravilhas”,
“Alice”, “Chapeleiro Louco”. Estes nomes com certeza devem soar familiares para
você que está lendo esse texto, tanto quanto é para mim.
Quem nunca ouviu falar das
peripécias de Alice quando pediu para os seus pais lerem uma história na hora
de dormir, ou mesmo numa roda entre amigos, em uma aula de português?
Mas quem é Alice senão uma
garota de sete anos que tem sonhos e ideais? O que é o “País das Maravilhas”
senão o mundo da imaginação, um lugar que idealizamos a partir dela e
concretizamos as fantasias, os desejos, onde a lógica é a do coração e não a da
razão?
Onde tudo é mais simples,
porque é exatamente como você imaginou.
Como uma garotinha imagina que
seja.
“Todas as pessoas grandes
foram um dia, crianças, mas poucos se lembram disso”. Essa é a mais pura
verdade descrita em uma frase. Ao chegarmos a vida adulta, nos deparamos com
dificuldades que, décadas atrás, pareciam distantes e irreais. Claro, todos
nós, ao crescermos a cada passo, a cada ano de vida que se conquista,
precisamos enfrentar desafios, conflitos, problemas e a verdade nua e crua tal
como ela é.
Personagens fictícios, para
muitos, tornam-se coisa do passado.
Entretanto, nada nos impede de
sonhar e imaginar
Todos nós fomos um dia
crianças, e no fundo ainda somos.
Porque temos conosco, o
espelho de Alice, que reflete o nosso espírito, a nossa criança interior que
nunca deveria deixar de existir. E o nosso País das Maravilhas, ou a Terra do
Nunca, como preferir, nunca deveriam se extinguir, porque fazem parte de quem
nós somos, e de quem fomos em nossa meninice, nos dias de prazer e de alegria,
os quais remetem às primeiras vezes que alguém nos ensinou a imaginar, a
adentrar em um mundo novo e desconhecido, e a acreditar no impossível
Isso ainda é possível. Basta
olhar no Espelho de Alice, em nosso interior, para dentro de nosso próprio
coração.
E enquanto acreditarmos, o
nosso incrível “País das Maravilhas” sempre estará a nos esperar.
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