quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

[Resenha] Motokare Retry + Especial

Informações do Dorama 

Título: Motokare Retry / Nova tentativa com o Ex 

Tipo: Tanpatsu 

Episódios: 8 (principal) + 2 (especial) 

Duração por episódio: 24 minutos 

Gênero: Cotidiano, Romance Contemporâneo, Comédia, Escolar 

Demografia: Josei 

Temas: Triângulo amoroso e dilemas românticos 

País: Japão 

Onde assistir: Viki 


Assistido em: 17/01/2024 (dorama principal) e 18/01/2024 (especial) 

Minha nota: 8,5

O que eu mais gostei: O enredo e a solução das situações 

O que deixou a desejar: Trilha sonora e produção 


RESENHA 

Mitsu ou Micchan é uma garota de 19 anos estudante universitária, que terminou seu namoro com Kaede há 4 anos. Eles estudavam no interior, porém, para a graduação, decidiram se aventurar em Tokyo, e começaram a viver sozinhos em um apartamento One Room. 

Porém, coincidentemente, Mitsu e Kaede são vizinhos de apartamento e, mesmo passados anos, eles ainda lembram os gostos um do outro e ainda nutrem sentimentos recíprocos. É fofo ver como os protagonistas interagem, determinados a ter uma nova tentativa amorosa, escrevendo uma nova história. 

No dorama, vemos cenas em que eles pedem conselhos aos amigos Norika (ou Non-chan) e Kazuha, para lidarem com este romance que se desenrola aos poucos, com muita ternura, cumplicidade e respeito envolvidos. 

Entretanto, como nem tudo são flores, o casal principal deve enfrentar os sentimentos de Kazuha e de sua prima Nina, obcecada pelo Kaede que até dá raiva quando ela aparece, se achando a toda. Por outro lado, ela presenciou momentos difíceis do protagonista, e o fez sorrir, sendo este um aspecto louvável da parte dela. 

Queria que tivessem mais flashbacks desta época deles, para poder refletir mais sobre o psicológico do personagem, e daria bem mais emoção ao espectador, mas como foi uma produção curta, não exploraram tantos momentos passados. 

O triângulo amoroso entre Micchan, Kaede e Kazuha é bem sucinto, durando poucos episódios, e a Mitsu já estava decidida quanto aos sentimentos por Kaede, não dando espaço nem esperanças para um novo romance, o que para mim foi bom, pois gosto mais de enredos objetivos e concisos, e detesto o clichê da menina que fica entre dois, enrola com o “namorado” errado para depois acabar com o protagonista. 

Este chove-não-molha de nunca se decidir o que quer, simplesmente não rola comigo

Felizmente, cada personagem tem seu final merecido, até a Nina encontrou alguém que a suporte! 😅 Torci pelos casais certos e fiquei feliz que o meu pensamento coincidiu com o roteiro, porque ninguém merece shippar errado

Um último item que gostaria de destacar é a amizade entre todos os personagens, em que se ajudam e se entendem entre si, cada um com seu jeitinho especial. 


O ESPECIAL DE 2 EPISÓDIOS 

Este especial pode ser encontrado na Viki como os episódios 9 e 10, que são narrados pelo ponto de vista do Kaede. É basicamente isso, sendo que o segundo episódio é uma recapitulação dos melhores momentos do casal principal 

O primeiro episódio, por sua vez, foi um flashback de Kaede, Kazuha e Nina, quando ainda estavam no Ensino Médio. Foi interessante ver que, no passado, Kazuha não tinha nenhum comprometimento amoroso, e amadureceu este aspecto quando nutriu pela primeira vez, sentimentos por Micchan, e, posteriormente, por Non-chan. 


ROTEIRO, PERSONAGENS, PRODUÇÃO E ELENCO 

O roteiro foi bem feito, do jeitinho que eu gosto. Com alguns conflitos na medida certa e um romance leve de aquecer o coraçãozinho. Só a última cena que achei corrida, pois se passa um ano depois de todos os acontecimentos, no aniversário de 20 anos da protagonista, uma data especial aos japoneses, pois simboliza maioridade. 

Falando nisso, eu penso que como teoricamente ela é menor de idade o dorama inteiro (19 anos), não deveria ter umas cenas de amassos entre os protagonistas, para ser condizente com a situação dos personagens. Como os atores já são ambos de maior, eu relevei, mas fica aqui o meu registro, mais no âmbito de avaliação pessoal e cultural. 

Sobre os personagens, há o professor de psicologia da universidade, um ojisan meio doido que tenta analisar os motivos pelos quais a protagonista pode estar preocupada, mostrando a ela diferentes cenários. A presença dele gerou uma comédia saudável, mas, em alguns momentos houveram cenas um tanto surreais, por conta do exagero. 

No início, eu não gostava da Non-chan, achava ela muito grossa, machona e pouco feminina, mas depois entendi que era o jeito de ela esconder o medo que tinha de se apegar profundamente a alguém e se decepcionar com a pessoa. Felizmente, ela e Kazuha aprendem a importância de se estabelecer um relacionamento duradouro e sério, sem temores. 

Sobre o elenco escolhido, cada um desempenhou seu papel com maestria, o casal até que teve química e os amigos foram a alegria do dorama! 

Destaco a interpretação impecável da atriz que fez a Nina, pois me causou nervoso só de aparecer, com aquele jeito superior que a personagem tem. Para mim, ela foi a que melhor encarnou o papel, sendo um acerto bem grande da produção. 

Em geral, foi um elenco que acabei de conhecer, então não tem como eu fazer comparativos, mas gostei da participação de todos e me deu vontade de ver mais doramas e filmes com eles. 

Por fim, a produção e a sonoplastia deixaram a desejar. As câmeras escuras e a falta de iluminação em certos momentos, afeta o clima do drama, sem contar que só tinha a música de abertura e encerramento e esta última também foi inserida em algumas cenas (nem para colocarem outra música), se tornando repetitiva.

domingo, 14 de janeiro de 2024

[Resenha] Sailor Moon Cosmos - Parte 2

Informações do Filme 

Título: Sailor Moon Cosmos - Parte 2

Descrição: Parte da “quinta e última” temporada de Sailor Moon Crystal 

Inspirado em: Mangá “Sailor Moon” 

Duração: 84 minutos 

Gênero: Mahou Shoujo, Cotidiano, Tragédia, Ficção Científica 

Demografia: Shoujo 

Ano: 2023

Onde assistir/baixar: Animes Aria 


Assistido em: 13/01/2024

Minha nota: 8/10

O que mais gostei: A determinação da protagonista 

O que não gostei: Final ficou faltando elementos e a protagonista, que demorou para reagir em alguns momentos. 


Finalmente assisti ao segundo filme da saga “Cosmos” que finaliza a adaptação “Sailor Moon Crystal”. Como eu previa, a Hotaru, que nem teve tanta participação na primeira parte, já estava armada e a postos para lutar neste segundo filme. Foi algo bem no estilo: “Oi, mundo, nem dei as caras direito, mas eu vou logo mostrar os meus poderes aqui e agora” 

A maioria dos personagens simplesmente brotaram nas cenas, pois teve que ser algo bem enxuto para resumir o último arco do mangá com todos eles marcando presença na trama. 

Algumas delas foram: 

  • O Quarteto Sailor, que vem do século 30 para ajudar na luta, ao lado de Chibiusa. 

  • As guardiãs do jardim de Sailor Galactica 

  • As gêmeas Lethe e Mnemosyne 

Achei que Phobos e Deimos também iam aparecer nesta parte, para ajudar a salvar a Sailor Marte, mas isso não aconteceu. A participação delas acabou no primeiro filme, mesmo.  Se elas tivessem participado, seria mais bonito

Este longa é completamente protagonizado, pois as Sailors teoricamente estão mortas, uma vez que a vilã conseguiu seus cristais.  Como de costume, gostei de ver o laço fervoroso que Usagi tem com as amigas, e o flashback delas deu um alívio para o enredo que é majoritariamente constituído de uma tragédia após a outra. 

Só achei que a protagonista demorou demais para reagir na luta principal, pensando serem suas amigas. Mesmo a Chibiusa dizendo que não eram elas, a Usagi insistiu nisso, e foi derrotada facilmente pelos fantoches do inimigo. 

Nas cenas, parecia que ela estava esperando ser atacada por eles, de tão sem ação que estava, sendo estas uma das coisas que eu menos gostei neste longa-metragem

Uma coisa que não entendi foi que a vilã criou um fantoche do Mamoru, e ele teoricamente morreu (se é que eu entendi certo), mas então, como a vilã encontrou ele, e como ela sabia em que lugar dos Estados Unidos ele estava para poder atacá-lo? Ela viajou até a Terra e vasculhou o planeta todo atrás dele? Porque as Sailors já estavam na Via Láctea, mas ele não. Enfim, foi bem estranho

Quase não teve romance, foi mais tragédia mesmo. 

Ainda acho que seria mais bonito se houvesse uma batalha em que a Usagi tentasse impedir a Galactica de fazer mal ao Mamo-chan. Mas, são só teorias da minha cabeça. 

Quanto ao desenrolar da história, o mistério fica por conta da verdadeira identidade de Chibi Chibi, que é revelada na reta final do filme, tal como no mangá. 

Em relação às lutas, encontramos espaço para Chibiusa e suas companheiras e a Three Lights em sua forma de herói, porém, uma coisa que não gostei foi o desfecho que deram para elas e a Princesa Kakyu, já que elas não apareceram nas cenas finais. 

Fica subentendido que tudo voltou ao normal, mas, em minha opinião, deveriam ter mostrado isso apropriadamente, com a Princesa Kakyu reencarnando e as Three Lights revivendo a partir de seus cristais após a guerra ter acabado 

Também acho que deveriam ter explorado mais informações sobre o planeta delas e o que ele possui de interessante para a Sailor Galactica querer dominá-lo! 

Outra coisa, na minha opinião, a Galactica tinha que ter sofrido uma punição maior, do que só virar pó (ela pode renascer dali a um tempo, se quiser), mas ok. Teoricamente ela está morta, o que, pelo menos por algum tempo, trará paz na Terra e no Universo. 

De toda forma, foi um bom filme que resumiu bem o último arco, motivo pelo qual dou nota alta para a produção. 

Nesta resenha eu quis destacar mesmo algumas coisas que achei que deixaram a desejar e como fã do anime eu gostaria de ter visto. Contudo, isso não compromete a qualidade do filme, sendo um bom entretenimento para quem gosta do gênero. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

[Resenha] Aikatsu! 10th STORY: Mirai e no STARWAY (2023)

Informações do anime: 

Título: Aikatsu! 10th STORY: Mirai e no STARWAY (2023)

Tipo:  Especial 

Da franquia de: Aikatsu! 

Episódios: 3

Duração por episódio: 24 minutos 

Gênero: Cotidiano, Amizade, Comédia, Escolar e Musical 

Demografia: Shoujo 

Ano: 2023

Idioma / Legendas: Japonês / Inglês 

Onde assistir: Ani Wave 


Assistido em: 11/01/2024


Estava à procura de algo para assistir e me deparei com este especial de 10 anos da série “Aikatsu”, que protagoniza as meninas Hoshimiya Ichigo, Kiriya Aoi e Shibuki Ran 

Confesso que não lembro da história completa de Aikatsu, mas reconheço as personagens e suas principais características. Assim sendo, foi uma experiência proveitosa, me dando uma sensação de nostalgia. 

A obra é dividida em 3 episódios, em que podemos ver a evolução das meninas e os dilemas da vida cotidiana, que precisam enfrentar, após sua graduação na Academia. Passam-se 4 anos do primeiro episódio para o segundo, uma vez que, neste último, elas já estão realizando tudo o que planejaram, estando com 22 anos de idade, e Raichii, irmão de Ichigo, com 19. 

O anime nos traz a reflexão do quanto é importante determinarmos o que desejamos para o nosso futuro e agarrar com força, para realizar os nossos sonhos da melhor forma possível. 

Às vezes, pensar no futuro também pode ser difícil e assustador, mas se pensarmos de maneira positiva, como as nossas queridas protagonistas nos ensinam, isso significa que dali em diante haverá uma renovação, a descoberta de algo novo que está só nos esperando. 

Foi bom ver que através de uma produção curta, tivemos valiosas lições nas suas entrelinhas, aliada com uma comédia saudável vindo das amigas, como Yurika, por exemplo. 

Kanzaki Mizuki foi uma personagem marcante para mim, e fico feliz em ver que tenham dado um final decente para ela também. Está estudando no exterior e fala inglês fluente. Achei merecido, pelo longo caminho que ela percorreu até o momento. 

Em várias cenas podemos refletir também sobre a verdadeira amizade. Aquela que, mesmo distante fisicamente, permanece o carinho e a conexão incrível entre as pessoas, com uma chama sempre acesa, cada vez mais forte, quando se encontram. 

Precisamos mencionar ainda, a admiração de uma kouhai por sua senpai, que serve de inspiração para seguir cada vez mais longe. Este é um relacionamento importante, que faz ambas as partes evoluírem constantemente. 

Temos como exemplo, Akari, que se espelhava em Ichigo, até conseguir trilhar seu próprio caminho, crescendo dia a dia, ao ponto de subir no palco com ela.  Com esforço, tudo é possível.

Por fim, por ser uma franquia de anime musical, tenho que falar da trilha sonora, que considero satisfatória, por revelar os estilos e pensamentos das personagens de cada um dos grupos que se apresentaram. 

Concluo que foi um bom entretenimento, pois me trouxe reflexões à medida em que acompanhava. Quem tiver a oportunidade de assistir, que possa pensar nestes aspectos mencionados na resenha e como tudo que fazemos será de grande valia para o tão sonhado futuro.  

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

[Resenha] Sailor Moon Cosmos - Parte 1

Informações do Filme 

Título: Sailor Moon Cosmos - Parte 1

Descrição: Parte da “quinta e última” temporada de Sailor Moon Crystal 

Inspirado em: Mangá “Sailor Moon” 

Duração: 84 minutos 

Gênero: Mahou Shoujo, Escolar, Cotidiano, Romance e Comédia 

Demografia: Shoujo 

Ano: 2023

Onde assistir/baixar: Animes Aria 


Assistido em: 10/01/2024

Minha nota: 9/10

O que mais gostei: A determinação da protagonista 

O que não gostei: O romance desnecessário da Usagi com o integrante da Three Lights. Tirei um ponto da nota por conta disso, só de raiva. 


Hoje assisti ao filme “Cosmos”, parte de “Sailor Moon Crystal”, em que as Sailor encontram os Three Lights, que devem saber se eles são mesmo aliados ou impostores. 

O mistério é o planeta de onde elas vem e quem é a responsável por elas, que aparece na reta final deste filme, salva por Chibi Chibi, uma misteriosa garotinha, tão pequena quanto a Chibiusa, e que preenche o coração da Usagi enquanto aquela última está ausente, de volta ao século 30 e aparentemente, não retornará ao século 21 tão cedo 

Amei ver as formas futuras de Usa e Mamo-chan, ou seja, Neo Queen Serenity e King Endymion. Eles são pais presentes e carinhosos com a Small Lady / Chibiusa e formam uma família harmoniosa ideal 

Enquanto isso, no Século 21, Chiba Mamoru viaja para os EUA, motivo pelo qual Usagi enfrenta um amor à distância e se preocupa por não ter notícias do amado há um mês. A fraqueza da protagonista é um prato cheio para a vilã da história atacá-la, deixando-a em transe e com tonturas sempre que pensa nele. 

As Guardiãs (que agora estão em sua forma Eternal) precisam proteger a Sailor Moon - para variar - das garras da Sailor Galaxy, uma malvada senhora que deseja todos os cristais das guerreiras. Além dela, temos a sombria Shadow Galactica, que não dará sossego para as nossas heroínas. 

A missão Usagi, que só ela pode resolver, é deter o mal que deseja se alastrar, e recuperar / salvar suas amigas e o mundo, necessitando de toda a ajuda possível, incluindo os gatos Luna, Ártemis e Diana (A propósito, adorei ver a forma humana deles, tão habilidosos quanto na forma de felinos) 

Nas cenas, deu para ver o quanto as Sailors se importam umas com as outras e o quão forte é a amizade delas, um laço inquebrável e insubstituível, que atravessa o tempo e o espaço. 

Podemos perceber também, a fidelidade delas com sua missão de vida de proteger o Sistema Solar e sua companheira Sailor Moon. As personagens se mostram valentes e dotadas de um coração enorme. 

No longa, vemos Sailor Pluto e Hotaru, que (espero) no filme seguinte, terá sua forma de heroína, responsável pelo planeta Saturno. 

Quanto às identidades, já temos um resquício do que veremos a seguir, com as personagens principais sendo as Princesas Guerreiras, pois Phobos e Deimos já apareceram aqui. Resta saber de onde elas vêm, deve estar no próximo filme.

De forma geral, esse foi um bom resumo do Arco Cosmos, que terá sua continuação na próxima parte. Eu gostei de como tudo se desenrolou, só não não entendi pra que raios precisa de um romance da Usagi com um dos integrantes da Three Lights, se ela já tem o príncipe dela. Super desnecessário, não admito!

De resto foi tranquilo e, para alegrar os espectadores, tivemos a presença da Minako (Sailor Vênus), toda doida e interesseira, querendo um namorado e uma chance para ir no show da Three Lights! Ri demais com ela nessas partes! Foi uma comédia saudável e que deu leveza para trama, em meio às desgraças que elas devem enfrentar pelo caminho. 

Enfim, fiquei bem satisfeita com esse filme, por explicitar as principais coisas do arco e deixar um gostinho de quero mais para o próximo filme, assim sendo, dei uma nota bem alta. 

Espero que quem assista também aproveite tanto quanto eu. 

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

[Resenha] LDK: Two Loves Under One Roof

Informações do filme 

Título: LDK: Two Loves Under One Roof 

Duração: 107 minutos 

Gênero: Romance Contemporâneo, Comédia Romântica, Escolar, Cotidiano

Temas: Triângulo amoroso 

Demografia: Shoujo 

Ano: 2019

País: Japão 

Onde assistir: Ani Hongo Fansub 


Assistido em: 08/01/2024

Minha nota: 10

O que mais gostei: Tudo, principalmente a leveza do enredo 

O que senti falta: A sensibilidade no olhar


Para quem gosta de shoujo, LDK é um daqueles queridinhos, para se guardar no coração com muito carinho e deixar o coração quentinho, com personagens cativantes e momentos marcantes entre eles, que formam um triângulo amoroso.

Kugayama Shusei, ou apenas Shu (Sugino Yosuke) é o mais popular da escola, sendo chamado de “príncipe”. Ele namora Nishimori Aoi (Kamishiraishi Mone), uma garota comum que ninguém pensa ser sua namorada, especialmente seu primo Leon (Yokohama Ryusei), um pouco mais novo do que ele, e que estudou até aquele momento, nos Estados Unidos.

Leon logo entra em conflito com Aoi, criticando-a e provocando-a sempre que pode, até tirando-a do sério. As cenas conflituosas geraram comédia, sendo que, em um destes momentos, me peguei gargalhando demais. Foi aí que me identifiquei com o protagonista: os dois no meio da treta, ela nervosa e o Shu rindo horrores! A cara da Aoi foi de rachar, podem acreditar. 

No começo, Leon não gosta e tampouco admite gostar da mocinha, mas, à medida em que passa a conviver com ela e percebe o quão esforçada e honesta é, ele passa a admirá-la, e o triângulo amoroso se inicia. 

Adorei ver as cenas de incômodo do Shu, que estava visivelmente enciumado ao ver sua garota com seu primo, mas ainda assim, não falava nada - só o olhar já dizia tudo. Essa foi uma das belezas do filme: testemunhar como o ator Sugino Yosuke consegue convencer o espectador apenas pelo olhar, algo raro entre os japoneses, na minha opinião. 

O drama da história fica por conta da decisão do protagonista de ir ou não aos Estados Unidos para fazer sua faculdade: ele quer dar uma vida digna para quem ama, ao mesmo tempo em que não quer se distanciar dela - e nem ela quer isso. 

Especificamente sobre esse quesito, achei que houve o desfecho coerente, com a medida certa de drama da parte do mocinho para resolver suas pendências

A trama apresenta os clichês do estilo shoujo, um deles, nada agradável: as típicas fofocas e intrigas de escola, causando mal-entendidos e prejudicando as pessoas envolvidas na falsa notícia. Assim, podemos refletir o quanto uma informação errada pode arruinar alguém (Felizmente, os cavalheiros não deixaram barato) 

Saindo da esfera amorosa e adentrando na familiar, gostei de saber que a roteirista explorou a relação fraternal entre Shu e Leon, inserindo flashbacks de quando eles eram menores e estudavam no exterior. 

Deu para ver o quanto se importam um com outro e como Leon se inspira em Shu, que sente ser melhor que ele em tudo, motivo pelo qual detesta perder para Shusei até o momento presente, por qualquer coisa que seja. 

A partir daí entendemos o porquê da rivalidade entre ambos, mostrada desde o início do longa-metragem. As lembranças deles na infância, deram um ar de nostalgia e mais emoção à história, majoritariamente marcada por comédia, tocando o coração do espectador. 

Para concluir, este filme é daqueles que entrou nos meus favoritos e que recomendo para aqueles que estão à procura de algo leve e divertido para assistir


ROTEIRO, ELENCO E PRODUÇÃO 

O roteiro está excelente, bem sucinto e com as características essenciais de um shoujo clássico. Foi a minha primeira experiência com esta roteirista, contudo, considero excelente. 

Quanto aos atores, estão de parabéns pelo trabalho realizado. 

Os três principais eu já conhecia de outros trabalhos e fiquei feliz em vê-los juntos na mesma produção. Tiveram química cenográfica suficiente para convencer o espectador, a respeito dos sentimentos de seus respectivos personagens.

Sugino Yosuke é um dos meus atores japoneses favoritos e que recentemente atuou em Barakamon (2023). 

Esta é a terceira vez que ele atua como um garoto popular que atrai as garotas. Antes desse filme, ele já tinha executado papéis com essa característica nos dramas: Good Morning Call: Our Campus Days (2017) e Hana ni Kedamono 1 e 2 (2017 / 2019). 

Honestamente, ele fica bem nesse tipo de papel. Aqui, neste filme, Shu era um tanto imponente, mas bastante cavalheiro, carinhoso e cuidadoso, como é típico dos personagens em que Yosuke dá vida. 

A protagonista Kamishiraishi Mone, eu conheço do dorama Koi wa Tsuzuku yo Dokomademo (2020), em que ela interpretou uma enfermeira. Neste longa, ela utilizou seu talento para representar a clássica estudante de ensino médio apaixonada pelo “príncipe” do colégio, executando muito bem sua função. Uma ou outra cena poderia ter sido melhor, principalmente quando os olhares dela se cruzam com o do protagonista (algo que critico em outras obras), mas esta intensidade ela pode aprender com o tempo, lembrando que este longa é de 2019. 

Yokohama Ryusei já atuou em outros doramas cotidianos / shoujo como “Ani Tomo” (Filme / Drama), em que ele interpretou o protagonista fofo e um pouco desajeitado, enquanto neste aqui, ele foi o primo chato e que só depois se apaixona pela mocinha. Foi bom encontrá-lo representando um papel distinto dentro do mesmo estilo, assim, fui capaz de avaliar que ele se sai bem em ambos. 

Os demais personagens também foram bem interpretados, apesar de eu não conhecer os atores. 

Quanto à produção, ainda deixa a desejar se comparada com os padrões coreanos que conhecemos, todavia, para os padrões japoneses, foi satisfatória. 

Quero destacar a trilha sonora em inglês que achei muito fofa e combinou certinho com os momentos dos personagens e seus sentimentos. Milagrosamente, este é um j-movie com mais de uma música, o que já é um grande feito. 

Finalmente, só resta dizer que foi um filme maravilhoso e super indicado aos fãs de shoujo