domingo, 24 de janeiro de 2016

[Fanfic] Novos começos - Capítulo 13

Depois daquela conversa “amarga/doce” (mais pra amarga do que doce), decidimos voltar ao nosso hotel. A mãe dele nada disse e depois que nos despedimos ela decidiu se retirar. Agradecemos à Miyabi por tudo naquela noite. Kashino foi quem mais ficou agradecido e surpreso pelos atos da irmã.
— Nee-san. Obrigado — ele falou realmente contente
— Não foi nada. E você sabe que também tenho meus motivos, não sabe?
— Sei — ele assentiu com a cabeça. — Mas eu nunca imaginei que fosse enfrentar nossa mãe — ele soou sincero — Foi uma surpresa mesmo, Nee-san!
— Cedo ou tarde ela teria que encarar os fatos. E você só deu mais motivos para isso — ela falou docemente (milagres acontecem, sabia?).
— Verdade... — ele disse, piscando para irmã.
— Convencido — ela lhe deu uma cotovelada, fazendo-o reclamar —Vão logo embora que já está tarde, moleque — ela ficou na postura sádica de sempre, mas esse era o modo de ela dizer que já estava na nossa hora e que preocupava conosco .
Ele deu um sorriso malicioso e nos retiramos dali, como ela mesma tinha falado.

Chegamos ao hotel minutos depois, e quem nos atendeu foi a Kana-chan, mas todos os outros olhares também já estavam mirando em nossa direção, com um ar de curiosidade. Adentramos o local e nos juntamos aos nossos amigos, que estavam na mesa da cozinha (a Rumi-chan havia preparado um jantar delicioso para nós). Mal sentamos pra comer e já começaram a fazer o interrogatório sobre “aquele compromisso” que tivemos há algumas horas.
— Então, como foi a conversa com “aquela pessoa”? — perguntaram os rapazes, curiosos e um pouco eufórico. As meninas ficaram caladas, mas tinham o olhar fixo em nós.
— Foi bem... Produtiva — eu comentei
— Isso — Kashino comentou, meio sem graça, obviamente não querendo entrar em detalhes sobre o ocorrido, que incluía fatos bem desagradáveis para ele.
— Não usem meias palavras, vocês dois! — Habusa-kun alegou — Falem de uma vez o que aconteceu!
Como vimos que não tínhamos saída, assentimos, concordando com ele
— A gente discutiu sim. Mas conseguimos convencer a minha mãe no fim das contas. Aliás, eu acho que sim... — o Makoto disse um pouco inseguro, e toquei suas mãos ao perceber isso.
— Foi difícil, mas conseguimos argumentar, dizendo o que cada um pensava da situação em que ela nos colocou — a minha voz era terna e séria.
— E a irmã dele? — o Andou-kun perguntou, apontando para Makoto.
— Tranquilo — ele respondeu — Para a nossa surpresa ela ficou do nosso lado.
— Sério?? — todos perguntaram ainda mais surpresos.
— Sério — ele confirmou, olhando para todos na nossa roda de amigos, já prevendo que reagiriam de tal maneira
— Cara, milagres acontecem mesmo, hein! — Hanabusa-kun comentou, com bom humor.
— É verdade. E olha, gente, eu achei que nunca ia dizer isso, mas a minha irmã é um gênio! — ele exclamou
— Por que diz isso? — Andou-kun questionou
—Ela tem um poder de convencimento maior do que eu imaginava. Pegou bem na ferida,  e ela sabe exatamente quais são os pontos mais vulneráveis da minha mãe.
— Ela convenceu a velha?! — Hanabusa-kun exclamou e depois de pigarrear de leve disse: — Ah, quer dizer, a sua digníssima mãe, Kashino.
— Covenceu sim,— ele respondeu, rindo — Mas quem realmente domou a fera (pelo menos por hoje) foi essa daqui — ele afirmou, apontando pra mim, carinhosamente.
— Uau! Que mágica você fez? — os nossos amigos quiseram saber
— Nenhuma, só juntei todas as minhas forças pra falar o que julgava ser necessário para o momento. E principalmente... — falei fazendo suspense e atraindo olhares — eu fui honesta — concluí por fim, aliviada.
Eles me fitaram por alguns instantes, e Kashino disse:
— Por que essas caras de surpresa, pessoal?
— Porque a Ichigo-chan enfrentou a sua mãe, oras! — a Rumi-chan resolveu se manifestar, mas falou aquelas palavras como se o motivo fosse óbvio.
— Pois pra mim não é surpresa alguma — Kashino apontou, com um sorriso.
— E por que não? — Todos quisemos saber, inclusive eu, que estava ansiosa demais para saber a resposta dele.
Ao que ele respondeu, sincera e docemente
— Porque essa é a Ichigo que todos nós conhecemos. E esta é a minha garota — ele finalizou, com gentileza e veneração, olhando para mim e me deixando nas nuvens.
E essas palavras foram mais que o suficiente para deixar a Lua mais cristalina e a nossa noite mais alegre

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